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Fundo Eleitoral tira grana da saúde? Da saúde, da educação, do saneamento…

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14/11/2017-11:41 - Atualizado 14/11/2017 11:41

fundo eleitoral tira grana da saúde?

Para quem segue a política pelos jornais ou conversa com políticos brasileiros, aquilo que vamos dizer agora pode ser surpreendente e traumático. Portanto, leiam este texto sentados e respirem fundo, porque sua visão de mundo pode mudar.

Vamos lá:

Quando um pai de família gasta seu salário com álcool, viagens de helicóptero, diversões adultas e doações para seus parentes e amigos, ele está tirando recursos que poderia ser gasto com a saúde e educação de seus filhos.

BUM! Vocês nunca imaginariam ser expostos a uma ideia tão radical, não.

Mentirinha… Isso é completamente óbvio para todos nós.

Outro exemplo de obviedade, sobre o Fundo Eleitoral, foi noticiada no último fim de semana pelo Estadão – veja aqui.

Para quem não segue as páginas policiais, quer dizer, políticas, o Fundo Eleitoral é uma soma de dinheiro retirada do contribuinte e repassada para políticos gastarem em suas campanhas eleitorais e outras coisas, como na redecoração de suas salas de visita.

A matéria do Estadão argumenta que o Fundo Eleitoral retira verbas da saúde. Segundo o texto, o Fundo Eleitoral, de R$ 1,75 bilhões, retiraria dinheiro da saúde por ter sido financiado com cortes em emendas coletivas impositivas no Orçamento.

Traduzindo do economês para o português: o dinheiro do Fundo sairia de cancelamento de gastos já programados, alguns dos quais na área da saúde.

Não é necessário provar que gastos de saúde estão sendo cortados para financiar a campanha dos políticos. Usar esse argumento, de certa forma, chega a ser contraproducente.

O simples fato de o dinheiro do contribuinte servir para financiar campanhas políticas já significa – e não há nenhuma margem para argumentar contra esse fato – que retirou-se recursos da saúde (ou da educação, ou da construção de estradas, ou do saneamento básico…).

Cada centavo do contribuinte que vai para o Fundo Partidário poderia ser gasto hoje ou amanhã em saúde, educação, transporte público – ou qualquer outra prioridade de gasto público.

Cá entre nós, R$1,00 por ano já seria um custo alto demais para o Fundo Partidário.

Passou da hora de o Fundo Partidário ser abolido.

 

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