O Brasil poupa pouco?

Por em 13 de março de 2018

A resposta para a pergunta aí de cima é um retumbante SIM. E não se trata de conversa de bar, não: vamos agora mostrar o porquê dessa afirmação usando dados e um pouco de teoria.

Que países deveríamos esperar que poupassem mais? E menos? Bom, quem poupa é o jovem adulto e o adulto maduro. O resto, tanto para baixo da distribuição etária (crianças, adolescentes e jovens-jovens) como para cima (Os mais idosos), não poupam. Só gasta; ou o seu próprio dinheiro ou o dos pais. Então, estrutura etária é um ponto-chave.

Além disso, se você acha que vão meter a mão na sua grana, ou seja, se os direitos de propriedade no país em que você mora não são lá muito respeitados, a decisão ótima é poupar menos. Mas esse sendo o caso, o país não se desenvolve, o que significa o seguinte: uma boa medida de qualidade institucional é o próprio nível da renda por habitante do país.

Com base nisso, investigamos estatisticamente a relação da poupança como proporção do PIB e (i) a taxa de dependência (idosos + crianças divido por pessoas em idade de trabalhar) e (ii) PIB por habitante. Usamos 110 países na nossa análise.

GRAFICO POUPANÇA 01

Quão distante a poupança no Brasil está do padrão estatístico médio ditado pela influência dessas duas variáveis, renda e estrutura etária? Olhe aí abaixo: estamos entre os 25% dos países com poupança mais baixa (em relação ao esperado, dada a estrutura etária e o PIB). A poupança brasileira média entre 2010 e 2016 foi de 17,5% do PIB, segundo os dados do Banco Mundial. Mas “deveria” ter sido de 23% segundo nossas estimativas!

GRAFICO POUPANÇA 02

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