Por que proibir canudos de plástico não basta?

Por em 11 de outubro de 2018

Regular é difícil.

Para a regulação funcionar, precisa ser como a vedação no telhado de uma casa. Não pode haver furo. Porque, se houver qualquer vão minúsculo, a água vai entrar, encharcar o forro, criar mofo e pode até fazer o teto desabar.

É assim com a regulação contra os canudos de plástico. Em vários lugares no mundo, os cuidados com o meio ambiente justificaram a proibição do utensílio. É uma preocupação válida e uma causa meritória. O canudo de plástico, embora prático e barato, demora muitos anos para se degradar no ambiente. Se não for descartado corretamente, pode acabar no estômago de algum animal marinho ou poluindo os rios ou o oceano.

A proibição do canudo de plástico no Rio de Janeiro, entretanto, gerou um novo problema. Como os substitutos dos canudos de plástico, os canudos de papel, são mais de 10 vezes mais caros, muitos vendedores de bebidas nas praias passaram a oferecer copos de plásticos em vez de canudos. Veja a matéria aqui.

Proibamos os copos de plástico, então?

A eliminação dos canudos de plástico necessita mais do que apenas uma proibição. Se plásticos são o problema, a regulação deveria cobrir também substitutos de plástico para os canudos, como os copos. Cobrar imposto sobre garrafas e copos de plástico é uma boa ideia. Teria o efeito de gerar receita e desestimular o consumo de um bem que causa externalidades negativas ao meio ambiente. Também é necessário educar a população – assim como hoje raramente vemos pessoas cuspindo na rua, podemos vislumbrar um futuro em que tenhamos vergonha de usar plásticos descartáveis em público desnecessariamente.

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